100 ms
Um juízo sobre um rosto forma-se em 100 milissegundos
Em cinco experiências, os juízos sobre atratividade, simpatia, confiança, competência e agressividade feitos após 100 milissegundos de exposição a um rosto correlacionaram-se fortemente com os feitos sem limite de tempo. Mais tempo de exposição não aumentou de forma significativa essas correlações.
O limite. O estudo é sobre rostos, não sobre marcas, e a transposição para a marca é analógica, não demonstrada. Mede a estabilidade do juízo, não a sua exatidão.
Fonte primária: Willis, J. e Todorov, A. (2006). Psychological Science, 17(7), 592–598. DOI
50 ms
O apelo visual de uma página avalia-se em 50 milissegundos
Em três estudos, participantes avaliaram o apelo visual de páginas iniciais de sites; no terceiro acrescentou-se uma exposição de 50 milissegundos. As avaliações a 50 ms correlacionaram-se fortemente com as feitas a 500 ms, o que levou os autores a concluir que o apelo visual pode ser avaliado em 50 milissegundos.
O limite. Mede o apelo visual avaliado pelos participantes, não a confiança, a intenção de compra nem a conversão. O que o estudo autoriza é mais estreito do que a frase popular sobre os 50 milissegundos para conquistar o cliente.
Fonte primária: Lindgaard, G., Fernandes, G., Dudek, C. e Brown, J. (2006). Behaviour & Information Technology, 25(2), 115–126. DOI
71% e 39%
Lesão pré-frontal e efeito de marca numa prova de colas
Em testes de sabor de Coca-Cola e Pepsi, doentes com lesão no córtex pré-frontal ventromedial (n = 12) tiveram, com a marca visível, 71% de seleções da Pepsi rotulada contra 39% da Coca-Cola rotulada. Os dois grupos de comparação (n = 16 cada) inclinaram-se para a Coca-Cola.
O limite. Amostra pequena e uma só categoria de produto. O estudo trata do mecanismo neural da preferência de marca, não mede valor económico.
Fonte primária: Koenigs, M. e Tranel, D. (2008). Social Cognitive and Affective Neuroscience, 3(1), 1–6. DOI
55 testes
Publicidade televisiva: o efeito nas vendas depois do primeiro ano
Em 55 testes de mercado com bens de grande consumo já estabelecidos, um grupo teve mais publicidade televisiva do que um grupo de controlo durante um ano e ambos foram seguidos por mais dois. Nos testes em que o aumento teve impacto significativo no primeiro ano, nos dois anos seguintes o impacto de vendas do primeiro ano foi, em média, aproximadamente o dobro. Nos que não tiveram impacto nesse ano, em média não houve impacto depois.
O limite. Bens de grande consumo já estabelecidos e publicidade de televisão: mede o arrasto da ativação televisiva, não o efeito pleno de anos de construção de marca. O dobro aplica-se só aos testes que já tinham efeito significativo no primeiro ano.
Fonte primária: Lodish, L. M., Abraham, M. M., Livelsberger, J., Lubetkin, B., Richardson, B. e Stevens, M. E. (1995). Marketing Science, 14(3, Part 2), G133–G140. Registo
0,54
Ativos de marketing e valor da empresa, em 488 elasticidades
Numa meta-análise de 488 elasticidades retiradas de 83 estudos, a elasticidade média foi de 0,04 para a despesa em publicidade e de 0,54 para os ativos de marketing. Dentro destes, foi de 0,72 para os ativos ligados aos clientes e de 0,33 para os ligados à marca. As elasticidades dos ativos de marketing foram maiores em períodos de recessão.
O limite. Uma elasticidade média é uma generalização entre contextos, não uma garantia para uma empresa concreta. A marca não é o ativo de marketing com maior elasticidade: pesa menos do que o cliente.
Fonte primária: Edeling, A. e Fischer, M. (2016). Journal of Marketing Research, 53(4), 515–534. DOI